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quarta-feira, 12 de abril de 2017

OLHANDO BELÉM

O sol da manhã rasga o céu da Amazônia
Eu olho Belém da janela do hotel
As aves que passam fazendo uma zona
Mostrando pra mim que a Amazônia sou eu 

E tudo é mesmo lindo
É branco, é negro, é índio


No rio tietê mora a minha verdade
Sou caipira, sede urbana dos matos
Um caipora que nasceu na cidade
Um curupira de gravata e sapatos 
Sem nome e sem
dinheiro
Sou mais um brasileiro


Olhando Belém enquanto uma canoa desce o rio
E o curumim assiste da canoa um boing riscando o vazio 

Eu posso acreditar que ainda da pra gente viver numa boa 
Os rios da minha aldeia são maiores que os de Fernando Pessoa

Olhando os meus olhos de verde e floresta
Sentindo na pele o que disse o poeta
Eu olho o futuro e pergunto pra insônia
Será que o Brasil nunca viu a Amazônia?
E vou dormir com isso
Será que é tão difícil?

Autor: Nilson Chaves 

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